Município de Albergaria-a-Velha vê abertura à revisão do traçado da Linha de Alta Velocidade


O Município de Albergaria-a-Velha considera positiva a decisão da Comissão de Avaliação de proceder à revisão do projeto inicial da Linha Ferroviária de Alta Velocidade, no troço entre Porto (Campanhã) e Oiã, na sequência das propostas apresentadas pela Autarquia. Esta abertura é entendida como um sinal de atenção às preocupações manifestadas pelo Município, que refletem igualmente as inquietações da população, expressas na sessão de esclarecimento realizada a 7 de novembro, em Albergaria-a-Velha.

No âmbito da consulta pública ao projeto, a Câmara Municipal apresentou um conjunto de propostas de alteração que incidem sobre a EN16 – Variante do Sobreiro, a EN1-12 e a Rua da Cavada, em Soutelo, na freguesia da Branca. No caso do Sobreiro, o traçado inicialmente previsto implicava a interrupção da EN16 e o condicionamento dos acessos à A25, com impactos significativos nas habitações e nas atividades empresariais existentes.

Perante este cenário, o Município defendeu a criação de um novo acesso da A25 à Zona Industrial, no sentido Viseu–Albergaria-a-Velha, salvaguardando as propriedades afetadas e garantindo acessos eficientes, seguros e diretos a esta área estratégica para o desenvolvimento económico local.

Já em Soutelo, o projeto inicial previa a interrupção de vias rodoviárias, comprometendo a ligação entre núcleos populacionais e restringindo as condições de circulação, além de provocar um impacto negativo ao nível da poluição visual e sonora. Como alternativa, a Autarquia propôs a reformulação do perfil longitudinal da Linha de Alta Velocidade, com a descida da rasante do canal ferroviário, de modo a manter o traçado das vias existentes e assegurar a conetividade territorial.

Apesar de a revisão do projeto não significar, para já, a aceitação integral das propostas apresentadas pelo Município, encontra-se aberto um processo de diálogo com vista à eventual concertação de posições. O objetivo central passa pela minimização dos efeitos negativos do empreendimento na comunidade, tanto ao nível habitacional como no impacto sobre as atividades económicas do concelho.

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